Close

Not a member yet? Register now and get started.

lock and key

Sign in to your account.

Account Login

Forgot your password?

Com o pé na Trilha dos Tropeiros

Com o pé na Trilha dos Tropeiros

Trechos íngremes, estreitos, aclives, declives, troncos caídos, palmeiras, árvores de variados tipos e tamanhos, fungos coloridos, lama, charco, rio com corredeiras, piscinas naturais e muitos pássaros e outros animais típicos da Mata Atlântica. Tudo o que os aventureiros mais almejam está presente na mais longa trilha do Parque Estadual da Serra do Mar, em Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo. Com oito quilômetros de extensão e considerada como de nível médio a difícil, o trajeto de descida na Trilha dos Tropeiros leva cerca de quatro horas para ser percorrido.

texto e fotos Bruna Vieira

A saída dos grupos se dá sempre aos domingos, pela manhã, a partir da sede do Parque Estadual, na Rua do Horto Florestal, nº 1200, Rio do Ouro. De lá eles sobem a Rodovia dos Tamoios de carro, até o bairro de Pouso Alto, onde tem início a trilha. A altitude aí é de 760 metros acima do nível do mar e a sensação de se adentrar uma mata primária, é indescritível. A grande experiência dos guardas-parque garante a segurança do passeio.

O percurso da trilha passa por três mirantes com vista para o litoral norte de um lado e o Vale do Paraíba do outro. Pelo caminho, encostas de pedra, antigos fornos de carvão, pegadas de animais silvestres e jequitibás gigantes. Em dias de sorte, ainda é possível encontrar macacos-prego, porcos do mato, falcões e gaviões. Apreciar a diversidade da vida biológica é o maior atrativo desta trilha.

Museu do Tropeiro

O nome Pouso Alto se origina dos séculos XVIII e XIX, época em que os tropeiros, que vinham cheios de mercadorias do Vale do Paraíba e Sul de Minas, usavam o local para pernoitar e seguir viagem no dia seguinte. Os tropeiros abriram esta trilha para facilitar o escambo de mercadorias e o tráfico de escravos.

jequitibás gigantes

Evidências da passagem deles pelo local são exibidas pelos guardas do parque, que, até junho passado, usavam esta trilha somente para fiscalização da área. A intenção é construir o Museu do Tropeiro em uma casa que fica no início da trilha. “Aqui os escravos eram escondidos antes da abolição em 1888. Depois eram levados para trabalhar nas fazendas do litoral”, explica o diretor do Parque Estadual em Caraguatatuba, Carlos Zacchi Neto

A historiadora Luzia Rodrigues Toledo Prado, do Pólo Cultural da cidade, lembra que a trilha era o único acesso dos tropeiros entre o planalto e o litoral. “Eles usavam mulas e cavalos como meio de transporte na trilha. Levavam ouro e mercadorias como café, açúcar e tabaco para o litoral”.

Parque estadual

O Núcleo Caraguatatuba do parque estadual é boa opção de lazer nas férias para quem gosta de ecoturismo. Conta com a Trilha do Jequitibá, com 1,5 km em trajeto circular, com placas indicativas, onde o visitante pode percorrer o caminho sozinho em total segurança. Outra opção é a Trilha do Poção, com 3,5 km, que faz parte do projeto “Trilhas de São Paulo”, no qual o participante carimba o seu passaporte toda vez que percorre uma trilha nas 19 unidades de conservação do estado.

O percurso passa por três mirantes, com vista para o litoral norte e o Vale do Paraíba. Pelo caminho, algumas surpresas, como os jequitibás gigantes

O parque tem área de lazer com quiosques, parque infantil e um centro de visitantes com exposições sobre a história do local. Funciona de segunda a domingo, das 8h00 às 17h00, com uma taxa de R$ 5,00 para conservação ambiental.

Serviço: para percorrer a Trilha dos Tropeiros é preciso agendar visita, com pelo menos um dia de antecedência, pelos telefones (12) 3882 3166, ou (12) 3882 5999. É cobrada uma taxa de R$ 25,00 por pessoa, que inclui transporte da sede do parque ao Pouso Alto, e acompanhamento de guias de ecoturismo. O passeio é feito aos domingos, a partir das 9 horas.

 


Deixe um comentário