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Aposta na Mata Atlântica

Aposta na Mata Atlântica

São 40,63 hectares do bioma Mata Atlântica, localizados em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, a RPPN-Tijucopava, no Km 14,5 da estrada Guarujá/Bertioga, na belíssima Serra do Guararu, em Guarujá. Endereço que poderá se tornar o primeiro parque ecológico particular da cidade, com atividades de ecoturismo. 

Por Eleni Nogueira 

Fotos Pedro Rezende 

Passo nesse sentido já foi dado com a inauguração, no final do ano passado, da Trilha do Conde, cujo percurso, de 2,5 km, presenteia o visitante com uma infinidade de árvores, plantas rasteiras e arbustos, riachos e piscinas naturais, incontáveis quedas d´água e o som contínuo de pássaros, grilos e cigarras.  

Tirolesa, banho de cachoeira e rapel no pacote turístico da Trilha do Conde

Mais novidades vêm por ai. De acordo com Antônio Luiz Pellegrini, diretor executivo do Instituto Litoral Verde – responsável pela gestão da área, ainda este ano o parque estará concluído e contará com novos equipamentos. Entre eles, uma minitirolesa (de 40 metros); planta de arborismo, de cerca de 50 metros, com quatro percursos sob o manancial, a uma altitude de até 20 metros; parede de escalada; ponto para observação de pássaros e animais silvestres, além de área para acampamento noturno de estudos. “Acreditamos que o ecoturismo é uma das vertentes para o nosso objetivo principal, que é a conservação desta área”. 

Educação ambiental 

Entre as ferramentas do Instituto Litoral Verde para a preservação da RPPN, que conta com 10 monitores, consta ainda a educação ambiental, por meio de um Centro de Estudos do Meio Ambiente, onde ocorrem cursos, palestras, exposição e venda de artesanato local, e a capacitação da comunidade do entorno, na área de ecoturismo. 

O ex-jardineiro Luiz Flávio da Silva, 26 anos, é um dos moradores atendidos pelo projeto. A casa onde mora fica no mesmo terreno da sede do instituto e ele, agora, é responsável pela manutenção de trilhas. “O projeto é muito bom para quem está aqui. A gente aprende a preservar a natureza, e ainda ganha o nosso pão de cada dia. Pretendo fazer o curso de guia”. 

Outro que está feliz com a primeira oportunidade de emprego é o jovem Gilmar Paiva de Menezes, 19 anos. “Fiz o curso de manutenção de trilhas e foi muito bom, porque mudou bastante a minha vida. Se aparecerem outros cursos eu vou fazer também”, afirma. 

Escoteiros do Guararu têm contato direto com a natureza

Escotismo 

As crianças da comunidade também aprendem desde cedo o sentido da preservação. Mas, por meio dos três fundamentos do escotismo: Deus, pátria e o próximo. Há dois meses, cerca de 40 crianças e adolescentes participam do Grupo Escoteiros Falcão Negro, criado em parceria com o projeto do Instituto Litoral Verde e com sede na área da RPPN. 

Os encontros acontecem aos sábados, das 9 às 12 horas, período em que os pequenos se soltam na mata e têm aulas de introdução aos primeiros-socorros, nós e amarras, sobrevivência na mata, participação em campanhas sociais, defesa civil e preservação ambiental. “Nossa filosofia é formar cidadãos conscientes da sua importância na preservação do meio ambiente e no servir ao próximo”, diz Edey Paulo Peique, chefe escoteiro de Guarujá. 

Serviço: para agendar passeios ligue: (13) 3305 1512 ou 3305 1752. Informações adicionais sobre o Instituto Litoral Verde e o projeto da RPPN-Tijucopava no site www.institutolitoralverde.com.br. 

RPPN 

O Instituto Litoral Verde – ILV é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, criada para manter e administrar a Reserva Particular de Patrimônio Natural – RPPN Tijucopava (reconhecida pela Semam em 26 de fevereiro de 2009), de propriedade da Acisa Incorporações Ltda, representada por Armando Conde. 

Uma RPPN é uma unidade de conservação privada, que compreende o espaço territorial e seus recursos ambientais, legalmente instituída pelo poder público. Deve dispor de um plano de manejo para garantir a perenidade dos recursos naturais, admitindo atividades de educação ambiental e pesquisa científica, além do ecoturismo, que pode se converter em uma fonte de renda para a propriedade. A iniciativa de criação da RPPN é ato voluntário do proprietário e tem caráter perpétuo.

 


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