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Investimentos na área continental de Santos

Quando se fala em expansão do porto de Santos, áreas estratégicas ganham destaque frente às futuras demandas e a escassez de terrenos. Nesse cenário, um grande projeto da iniciativa privada chama a atenção, é o terminal da Empresa Brasileira de Terminais Portuários S.A, a Embraport.

Por Luciana Soleto

Aterramento finalizou a primeira fase da obra

Localizado na margem esquerda do cais, o empreendimento está sendo erguido com o compromisso de ser o maior terminal portuário multiuso do Brasil, com estrutura para operar contêineres e granéis líquidos. Primeiro do gênero na Área Continental de Santos, tem previsão de início das operações para 2013. Uma segunda fase será implantada em 2015.

Com 803 mil m² de área total, 1.100 metros de cais, três píeres, estacionamento para carretas e pátio ferroviário planejados em sua concepção, o terminal acaba de finalizar a primeira fase da obra, relativa ao aterro e posterior construção de um cais de 600 metros. Agora, parte para um novo momento.

De acordo com a assessoria de imprensa da Embraport, o terminal foi dividido em 3 grandes áreas: norte, central e sul. Na área norte, se dá o acesso ao terminal, os gates e os prédios administrativos. A área central será ocupada pelo pátio ferroviário, sob concessão da MRS, além da armazenagem de carga que utiliza esse modal. Por fim, na área sul fica localizado o cais, com 2 píeres para granéis líquidos, tancagem para líquidos e oficinas de manutenção. Além disso, o empreendimento também contará com retroárea de 340 mil m² para armazenagem de carga. “Atualmente, estamos trabalhando em várias frentes. Na área norte, em aterros de sobrecarga e, na área central, tem o canteiro industrial, local onde produzimos as peças pré-moldadas que serão utilizadas na estrutura do cais”, informou em nota a empresa.

Movimentação

Segundo dados da empresa, o Embraport contará com acesso pela Rodovia Piaçaguera-Guarujá e terá capacidade instalada anual de movimentação de 2 milhões de TEUS (unidade referente a contêi-

neres de 20 pés) e de 2 milhões de metros cúbicos de etanol. Os três berços poderão receber os maiores navios do mundo, do tipo Pox-Panamax e, para as operações, serão adquiridos equipamentos de ponta, como portaineres, RTG, empty handlers, tratores, reach stackers, entre outros maquinários e softwares.

 Atualmente, 772 pessoas trabalham no canteiro de obras, sendo 90% da mão de obra local. A previsão da Embraport é de geração de 1.100 mil empregos diretos na fase de operação, além de aproximadamente 4 mil postos de trabalho indiretos. Para atender à demanda, a empresa capacitará funcionários locais para operação do terminal

Contrapartida sócioambiental

Com a licença ambiental para as obras, concedida em 2006, a empresa já investiu R$ 9 milhões em programas que envolvem mais de 30 ações em prol do meio ambiente e das comunidades localizadas no entorno do terminal portuário.

Para preservar as características naturais que envolvem o terminal, como os ecossistemas de manguezal e de restinga, e para melhorar a qualidade de vida dos moradores locais, a empresa formatou e desenvolveu uma série de programas e subprogramas aprovados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Entre eles, estão iniciativas voltadas para a conservação de recursos naturais; questões socioambientais e de arqueologia; qualidade ambiental e programas ligados diretamente à construção do terminal. A finalidade das ações é a redução do impacto gerado pela própria obra e a promoção dos princípios que garantem o desenvolvimento sustentável nas esferas ambiental, social e econômica. De acordo com a empresa, desde o início do projeto, a preocupação foi assegurar que o empreendimento respeitasse os limites aceitáveis de intervenção em áreas naturais, de tal forma que, 50% da área original foram preservadas, além de uma unidade de conservação de 273 hectares em processo de criação.

 


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