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Sentinela romana às margens do Reno

A charmosa cidade nos surpreende a cada esquina: aqui uma fonte, acolá uma ruína romana. Afinal, esta cidade foi fundada em 37 a.C. Mas, nem por isso, deixa de nos encantar com a modernidade e tecnologia, o que faz de Colônia uma cidade perfeita para agradar a todos.

Texto Renata Inforzato

Colônia - Alemanha

Que tal uma visita à Catedral Gótica? É o monumento mais visitado da Alemanha e está inscrito como Patrimônio Mundial pela Unesco. Sua construção durou mais de seis séculos, de 1248 a 1880, quando se tornou o maior edifício do mundo. Mesmo hoje é uma das maiores igrejas católicas existentes e seu principal tesouro é uma rica caixa-relicário que, dizem, abriga as relíquias dos três Reis Magos. De acordo com a tradição católica, as relíquias foram levadas para lá no século XIII.

Pode-se visitar as duas torres, que possuem 157 metros de altura. Elas oferecem uma linda visão da cidade, mas a subida exige um bom preparo físico, pois são mais de 500 degraus. O museu abriga os tesouros da catedral, preciosidades guardadas durante os 750 anos do monumento.

Carnaval

Não espere o carnaval brasileiro. A festa de Colônia é outro tipo de animação, mas muito interessante. É um dos mais famosos do mundo, ao lado do nosso e do de Veneza. A festa é composta por vários desfiles. Por toda a cidade há grupos fantasiados. Se você planeja ir, prepare-se para o frio, que é grande, pois ele começa no dia 11 de novembro às 11h11.

A cerveja

Colônia possui mais de 24 cervejarias, nas quais é extraída a Kölsch:

cerveja leve, um pouco amarga, apreciada em um copo fino. É a bebida mais barata e mais saborosa da cidade, não importando muito a marca. Os nativos da cidade dizem com orgulho que, em Colônia, bebe-se mais cerveja do que em Munique. Verdade ou não, não importa! O essencial é não voltar para casa sem prová-la.

História

Guerra Mundial, a destruição foi grande, mas felizmente, a cidade renasceu ainda mais bela e poderosa, e hoje é uma das mais visitadas de toda a Alemanha.

É na época do Império Romano que nasce Colônia Claudia Agrippinensis (CCAA). Mais ou menos em 37 a.C, Agripa, genro do imperador Augusto, funda na região uma pequena colônia, daí o nome Agrippinensis. Um pouco mais tarde, nasce na cidade Agripina, mãe do imperador Nero. Ao se casar com o imperador Claudio, seu tio, e se tornar imperatriz romana, ela utiliza sua influência para, em 50 d.C, transformar Colônia em uma das mais importantes cidades romanas.

Já na Idade Média, no século XV, a cidade é chamada de Jerusalém do Norte, por abrigar a mais antiga comunidade judaica da região até então. O poderio da igreja católica é demonstrado pelas muitas igrejas medievais encontradas em Colônia. De 1475 até 1794, a cidade foi governada por um conselho municipal formado pelas corporações de artesãos. As ruas até hoje guardam o nome desses artesãos. Por exemplo, Glockengasse significa rua dos relojoeiros.

Em 1794, os revolucionários franceses chegaram à Colônia e foram expulsos poucos anos depois pelos prussianos. É sob a dominação prussiana que a cidade se industrializa, cresce e se moderniza. Uma ascensão que só foi interrompida com a chegada de Hitler ao poder. Durante a Segunda Guerra Mundial, a destruição foi grande, mas, felizmente, a cidade renasceu ainda mais bela e poderosa, e hoje é uma das mais visitadas de toda a Alemanha.

 

Museu Romano-Germânico

Museu Germânico

Ao lado da catedral, esse museu abriga os mais variados objetos encontrados em escavações arqueológicas pela cidade. Os mais antigos remetem à época da pré-história. A maior parte do acervo abrange a época do Império Romano instalado em Colônia, e mostra como era o cotidiano das famílias. Mas, a grande atração do museu é o Mosaico de Dionísio, encontrado em 1943. Também merecem destaque o Mausoléu de Lucius Poblicius, que data de 50 d.C, e a incrível coleção de bijuterias da Antiguidade.

Ludwig Museu

Está situado entre a catedral e o museu Romano-Germânico. É dedicado à pintura do começo do século XX até os dias de hoje. Uma grande parte de seu acervo é dedicada aos pintores da cidade. O restante é composto por obras de Matisse, Dali, Chagall, entre outros. Exibe a terceira maior coleção de Picasso do mundo e também tem um grande acervo de Pop Arte americana, com Andy Warhol e seus discípulos.

Curiosidade

Catedral Gótica

Se você acha que o nome Água de Colônia tem a ver com a cidade, acertou. Conta-se que no século XVIII, o italiano Johan Maria Farina combinou fragrâncias para tentar fazer um afrodisíaco. Nascia assim a Água de Colônia, uma “eau de toilette”. Toda água de colônia é uma “eau de toilette”, mas o inverso não é verdadeiro. Somente as embalagens com a inscrição “Echt Kölnisch Wasser” (Água de Colônia original) podem ser consideradas água de colônia. Com a chegada dos franceses à cidade, o direito ao livre comércio foi exercido e mais de 2000 imitações da Água de Colônia passaram a existir. A casa Mühlens criou sua própria Água de Colônia, que fez muito sucesso e provocou vários processos por parte de Farina. A confusão só foi amenizada quando Mühlens mudou de endereço e teve a ótima ideia de batizar sua Água de Colônia com o número de seu endereço: 4711. Assim, somente as duas casas passaram a produzir a verdadeira Água de Colônia: a Farina e a 4711. Ainda hoje elas disputam a autenticidade do perfume, cuja fórmula é guardada a sete chaves.

Já a história contada pela casa 4711 é um pouco diferente. Segundo essa versão, um monge ofereceu a um jovem casal, em 1792, uma receita a partir das águas milagrosas de Colônia. Com essa fórmula, Mühlens criou sua fragrância. A ocupação francesa, em 1796, obrigou a numeração dos edifícios; o de Mühlens tornou-se o 4711, número com o qual ele decidiu batizar seu perfume.

Tanto a Farina quanto a 4711 possuem museus. Você pode conhecer a história da Água de Colônia e também adquirir seu exemplar. Na 4711, há uma fonte de Água de Colônia, onde podemos nos perfumar à vontade.

Museu do Chocolate

Processo de fabricação do chocolate pode ser apreciado ao vivo

O Schokoladen Museum fica um pouco mais longe da catedral, às margens do Reno. Nem precisa dizer que é uma das partes mais saborosas de uma visita à Colônia. Em três andares, temos um vasto panorama da história do chocolate, desde os povos pré-colombianos até as etapas da sua extração e comercialização atual. Há uma pequena fábrica, onde se pode acompanhar todo o processo de fabricação de chocolate. Ao final da visita, uma loja e um café, com vista para o Reno, fazem a alegria dos chocólatras

 


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