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Às margens do Sena um cenário inesquecível

Às margens do Sena um cenário inesquecível

Antigamente era conhecida por Honnefleu, palavra de origem viking, o que já diz muito sobre o local. De seu pequeno porto partiam navios em busca de aventuras, mas também servia como barreira de defesa contra inimigos do reino de França. As origens de Honfleur não são bem conhecidas. O primeiro documento sobre a cidade data de 1027, procedente do duque da Normandia, o que atesta ser ela, na época, importante rota de mercadorias entre Rouen e a Inglaterra.

Por Renata Inforzato

Fotos Renata Inforzato

Séculos mais tarde, Honfleur assistiu a saída de expedições francesas para as Américas, sobretudo para o Canadá. A mais famosa delas foi em 1608, quando Samuel de Champlain partiu de Honfleur para fundar a província de Quebec. No local de onde saiu a expedição existe, hoje, uma placa comemorativa.

Ponto de partida para muitas aventuras marítimas francesas, Honfleur é uma das cidades mais bonitas da Normandia

Já no século XIX, um novo título de glória para Honfleur: cidade dos pintores. A beleza dos cenários de Honfleur sempre atraiu inúmeros artistas, entre os quais Eugène Isabey, Paul Huet e Camille Corot, os pioneiros. Ao lado de Alexandre Dubourg e Eugène Boudin, nascidos na cidade, formam um círculo artístico vibrante e influente. A partir de 1850, os impressionistas descobrem Honfleur. Monet, Courbet e Jongkind, cujas obras ficaram conhecidas como a “Escola de Honfleur”, proporcionaram à cidade o justo título de um dos berços do Impressionismo.

História preservada

Honfleur, parte do departamento de Calvados, foi uma das poucas cidades poupadas da destruição da Segunda Guerra Mundial. Por isso, conserva a mesma aparência de séculos passados, com suas vielas históricas e suas construções normandas em madeira e ardósia. O local do antigo porto mais parece uma praça central de cidadezinha do interior. De formato retangular, três lados são compostos por construções históricas, e o quarto lado do retângulo é o Rio Sena, que desemboca no Oceano Atlântico, a poucos quilômetros dali.

Vielas charmosas conservam traços de séculos passados

A área do estaleiro e dos celeiros de sal abrigou o povoamento que deu origem à cidade. Dos três celeiros de sal (Greniers à Sel) edificados em 1670, dois ainda existem e, hoje, são utilizados para exposições e eventos culturais. A Vieux Bassin (velhas docas) dá as boas-vindas aos visitantes com um cenário de grande beleza. O conjunto das velhas docas, com as pitorescas construções do Quai Sainte- Catherine e a igreja de Sainte Etienne, encanta ao primeiro olhar. Compõe-se de casas que

Igreja de Sainte Etienne, belo exemplar da arquitetura normanda do século XVII

datam dos séculos XVII e XVIII, unidas umas às outras e em tamanhos diferentes. Elas possuem uma particularidade: seu último andar é voltado para a rua de trás, e, atualmente, a maioria sedia restaurantes tradicionais.

 

 

 

  

  

 

Comida típica

A especialidade de Honfleur são os frutos do mar. Um dos pratos mais pedidos são os Moules (Mexilhões). Eles são marinados e servidos com batatas fritas, por isso o prato é chamado de Moules Frites (frites = batatas fritas). Pode-se comprar biscoitos (sables) e chocolates em lindas latinhas decoradas com a paisagem da cidade. Não se pode esquecer dos queijos, sobretudo do Camembert. Afinal, estamos na Normandia.

Para beber, as especialidades são as cidras, (bebida alcoolizada obtida a partir da fermentação do suco da maçã), o Calvados (bebida obtida a partir da cidra por destilação) e o Pommeau (mistura de Calvados com cidra). Uma variedade da cidra, mas obtida da pêra, é a Poiré, também especialidade da região.

 


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