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Visão metropolitana

Pré-sal, pós-sal, cadeia petrolífera, investimentos, oportunidades. Estes e outros termos começam, aos poucos, a fazer parte do cotidiano dos habitantes da costa paulista.

Por sueli Alves

Visão metropolitana

E não poderia ser diferente, já que recentes avaliações do governo do estado indicam um potencial de investimentos relacionados à atividade petrolífera e portuária de 170 bilhões até o ano 2025, na região.

Montante que deve gerar cerca de 200 mil empregos diretos e 120 mil indiretos nos próximos anos. “Toda essa movimentação pode atrair 150 mil novos habitantes para a região, adicionalmente aos provenientes do crescimento vegetativo”, explica Henrique Gross, subsecretário de Petróleo e Gás da Secretaria de Energia do estado de São Paulo.

Diante desse panorama, questões relacionadas à mobilidade urbana, saneamento e habitação são alvos de programas do governo estadual em parceria com as prefeituras da região. Gross explica que o litoral paulista tem necessidades específicas, dadas suas características geográficas, e histórico de ocupação, independentemente das previstas com a exploração da camada de pré-sal na Bacia de Santos.

O Conselho Estadual de Petróleo e Gás Natural (Cespeg), baseado em estudos feitos pela Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural e nas avaliações periódicas de vários aspectos da atividade petrolífera, prevê que a maior pressão sobre a infraestrutura viária relaciona-se, principalmente, ao turismo de veraneio, assim como à movimentação decorrente das atividades portuárias. “Nesse sentido, o governo estadual já conduz ações para solucioná-la: temos a construção do túnel entre Santos e Guarujá, o VLT e a duplicação da rodovia Tamoios, no litoral norte, só para citar alguns exemplos”, diz Gross.

A demanda adicional causada pela atividade petrolífera, segundo Gross, vem sendo avaliada por técnicos do governo e da Petrobras para a estruturação de soluções logísticas que contemplem as necessidades de todas as partes.

Em habitação, o desafio é solucionar a demanda já existente, ao mesmo tempo em que se prepara a região para receber novos habitantes. Os municípios da Baixada Santista fizeram seus planos de habitação de acordo com as necessidades locais. A partir daí, o governo do estado criou um Plano Regional de Habitação para a região metropolitana da Baixada Santista, para ser consolidado até dezembro deste ano.

Agem

No litoral, a administração estadual

Mobilidade urbana, saneamento e habitação são alvos de programas do governo estadual em parceria com as prefeituras da região

conta com a participação da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) no processo de articulação regional para a efetiva implantação dos programas e projetos relativos à exploração e produção de petróleo e gás na Bacia de Santos, já que seus impactos poderão ocorrer em todas as áreas de interesse metropolitano.

Os principais aspectos são mobilidade, habitação, transporte e meio ambiente. A diretora técnica da Agem Débora Blanco Bastos Dias explica que o intuito é desenvolver esses temas de forma metropolitana juntamente com os pólos de atração de emprego para haver um link

Mobilidade urbana

com a qualidade de vida da população. “O pré-sal é uma alavanca importante para a criação de pólos de emprego para que as pessoas não precisem se deslocar tanto para trabalhar. Precisamos aproveitar esse grande potencial que temos”, diz. Débora defende que a única forma de trabalhar as demandas da região de maneira que tragam benefícios é atuar de maneira integrada.

Impactos da exploração e produção de petróleo e gás na Bacia de Santos poderão ocorrer em todas as áreas de interesse metropolitano, dai a necessidade de buscar soluções integradas

 


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