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Um compromisso com o porto de Santos

Texto e foto Luciana Sotelo

Ele conhece o porto de Santos como a palma da sua mão. Funcionário de carreira, esse engenheiro civil tem 40 anos de serviços prestados, primeiro à antiga CDS – Companhia Docas de Santos e, posteriormente, à Codesp. De sobrenome tradicional na estatal, Arnaldo de Oliveira Barreto pertence à quarta geração de uma família dedicada, por décadas, ao crescimento do cais santista.

Arnaldo de Oliveira Barreto

Quem desbravou o caminho foi o bisavô Serafim Marques, ainda no século XIX, atuando na companhia por 35 anos; a seguir, o avô Manoel Dantas Barreto continuou o legado. Foi o primeiro presidente do Sindaport – Sindicato dos Empregados na Administração Portuária. Mais tarde, o pai de Arnaldo, Arnoldo Marques Barreto, deu sua contribuição por 40 anos de lida diária ao maior porto da América Latina. “Ele levava a máquina de escrever para casa para fazer os trabalhos, e eu sentava no colo dele. Meu pai só falava de porto. Era como se fosse uma missão que eu tinha que levar adiante”, afirma.

Arnaldo cresceu e também foi para o porto. Da oportunidade de estágio, em 1970, ao primeiro emprego, em janeiro de 1973, pegou gosto pela atividade, adquiriu saber e experiência, enriquecendo seu currículo com muitas funções: engenheiro auxiliar, adjunto, chefe de departamento, superintendente, assessor da presidência, diretor de engenharia e, depois, de infraestrutura. Hoje, figura como um dos profissionais mais respeitados da casa. “Passei por todas as áreas do setor. Atualmente, assessoro o pessoal da diretoria”, explica.

Nascido nas proximidades do cais, na Avenida Rodrigues Alves, Arnaldo se considera parte integrante do sistema portuário, e se orgulha de manter acesa a chama de uma paixão antiga que se renova, de geração em geração. Do bisavô Serafim aos dias de hoje, já se passaram mais de cem anos… Arnaldo Barreto nem pensa em parar. E, na família, tudo indica que mais uma geração entra em cena para manter a tradição. Um de seus três filhos, Rodrigo Ganança Barreto, é engenheiro e, além de herdar a profissão do pai, ele trabalha como gerente de obras de uma empresa nacional que, em janeiro deste ano, foi escolhida para construir o Brasil Terminal Portuário (BTP), no terreno do antigo Lixão da Alemoa, em Santos. Coincidência? Destino? Parece que mais uma vez, a história se repete…

Capítulo especial

Nem todo mundo tem o privilégio de deixar a sua marca na trajetória de um empreendimento centenário. Durante sete anos, tempo em que esteve à frente das diretorias de engenharia e, depois, de infraestrutura, uma das funções de Barreto era cuidar da Usina de Itatinga, em Bertioga. “Para nós, engenheiros, é uma honra ter entre as responsabilidades uma usina como Itatinga, um ponto estratégico, de segurança nacional, que há 100 anos gera energia para o porto de Santos funcionar e que, durante a fase dos apagões, não deixou as máquinas pararem. Os engenheiros da época fizeram uma obra à frente de seu tempo”.

 


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