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Patrimônio rejuvenescido

Patrimônio rejuvenescido

Por Eleni Nogueira

A Usina Hidrelétrica de Itatinga fornece diariamente 15 megawats de energia elétrica para o porto de Santos, capacidade suficiente para abastecer uma cidade de 51 mil habitantes. O que já significou autonomia para o gigante portuário, hoje representa o equivalente a 85% de seu consumo (o que pode ser menor em períodos de estiagem). Ainda assim, um poderoso diferencial no setor, já que o porto de Santos é um dos poucos do mundo a produzir energia própria.

Uma autonomia que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) não abre mão. A empresa comemora o centenário de Itatinga com investimentos em modernização deste que é um grande patrimônio do país.

Nos últimos três anos, além dos R$ 6 milhões/ano gastos com a manutenção do local, foram investidos mais de R$ 10 milhões com a modernização de equipamentos, tais como troca de válvulas de retenção, reisolação de geradores e remodelação de cinco turbinas, entre outros.

Transmissão de energia, em futuro próximo, será submersa

Os painéis eletromecânicos da hidrelétrica, por exemplo, serão substituídos por equipamentos digitais, um investimento de R$ 8 milhões. E, nos próximos dois anos, os cabos aéreos de transmissão de energia entre Itatinga e o porto serão retirados e passarão a ser submersos pelos canais de navegação, a uma profundidade de 20 metros. Além de baratear os custos de manutenção, a intenção é liberar áreas nobres, hoje ocupadas por torres de energia, para outros investimentos.

Paulino ressalta investimentos, como a remodelação das turbinas pelton (ao lado) e afirma que usina não pode ser considerada velha

O diretor de infraestrutura do porto de Santos, Paulino Moreira da Silva Vicente, diz que, mesmo com 100 anos, a usina não pode ser considerada velha. Tanto que, 20% da energia consumida pelo maior terminal de contêineres do Brasil, o Tecon Santos, operado pela empresa Santos Brasil, provêm da usina, que a utiliza para abastecer parte da área reefer, onde ficam os contêineres com cargas refrigeradas.

Para Paulino, “se a usina parasse seria um caos. “Ela é estratégica para a empresa, que vê a energia elétrica com um negócio muito importante para o porto e, Itatinga, como um importante patrimônio cultural e histórico. Ela está bombando, no ápice de sua capacidade”.

O porto de Santos movimenta 90 milhões de toneladas e deve chegar a 230 milhões em catorze anos. Um crescimento que depende de uma variedade de investimentos e também da oferta de energia elétrica.

Hoje, o porto consome uma média diária de 23MW, sendo 15MW de Itatinga e 8 MW da CPFL, por meio de intercâmbio. Um plano de desenvolvimento do setor energético, em parceria entre as duas empresas, irá ampliar o fornecimento da CPFL para 20 MW, assim, o porto aumentaria sua cota diária para 35 MW. “Esta quantia atende o porto em médio prazo. No futuro, pretendemos, ainda, ampliar a geração de Itatinga para 18 MW”.

Festejos comemorativos

Muitos eventos estão programados para marcar o centenário da Usina Hidrelétrica de Itatinga. Dia 10 deste mês, data do centenário, será realizada a festa de aniversário, na Vila de Itatinga, onde acontece, também, uma exposição de fotografia e pintura; de 19 a 31 deste mês, a exposição segue para a Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos (Av. Bartolomeu de Gusmão, 15, Bairro da Aparecida). Os expositores convidados são: Du Zuppani (fotografia) e Jayr Veríssimo, L. Victor, Marcelo Bandiera, Miriam Alvim e Sandro Justo (pintura). Uma missa campal na Capela Nossa Senhora da Conceição, dia 8 de dezembro, encerra a programação.

 


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