Mestre em educação, com MBA em gestão Empresarial e pós-graduada em administração Escolar e Psicopedagogia, a professora Dulce Regina fala sobre os avanços do setor de educação no município de Bertioga nos últimos nove meses, como a efetivação de todo o
quadro de funcionários, mudanças na legislação e os projetos que vêm dando novos ares à rede pública municipal, formada por 26 escolas e 7180 estudantes. Aseguir, os principais trechos da entrevista
(Dulce Regina Ceneviva, secretária de Educação do município de Bertioga, destaca as principais conquistas do setor na cidade).
Qual a avaliação sobre a atuação da Secretaria de Educação no ano de 2010?

Prefeito Orlandini, vice-prefeito Eduardo Pereira e vereadores durante inauguração de creche na cidade
Sinceramente, tenho um pouco de receio do termo “avaliação”, porque, como pedagoga, sei que a avaliação só faz sentido se servir para indicar o caminho a seguir a partir do diagnóstico realizado. É preciso se debruçar sobre o quadro e traçar metas a partir da realidade aferida. Cheguei em março com o ano letivo em andamento, e tive a sensação de que o trem havia saído da estação e eu estava correndo atrás dele. Como sou ansiosa, isso me judiou um pouco.
Quais os pontos a ressaltar?
A Secretaria de Educação tem 26 escolas, 7180 alunos e um quadro grande de funcionários e, pela primeira vez na história de Bertioga, todos são efetivos. Não há mais temporários em nossos quadros. Outra conquista nesse sentido foi a legislação de fixação de sede e atribuição, que deixou os critérios claros e mostrou que nosso objetivo é sermos justos e corretos sem privilegiar os aliados nem prejudicar os adversários.
E quanto aos avanços no corpo físico das unidades escolares?
Ainda há muito por fazer, mas inauguramos uma creche, estamos construindo outra escola, reformamos algumas unidades e vamos pintar todas no recesso de final de ano. Além disso, compramos uma boa quantidade de equipamentos e móveis que irão suprir parte das deficiências nestas unidades.
Houve implantação de novos programas?
Sim. Implantamos o sistema apostilado Opet, que nos possibilitou integrar o aprendizado dos alunos de Caibura à Boracéia e, numa cidade com uma geografia especial, isso é um ganho e tanto. Fizemos também a inclusão de aulas de inglês para todos os alunos de 4º e 5º anos, através do Planeta Educação, além de informática para toda a rede. Junto com a ACCB (Associação Civil Cidadania Brasil), oferecemos cursos de danças, música e esportes diversos, o que nos permitiu usar o conceito de escola integral sem confinar o aluno à sala de aulas. Aumentamos o período de ensino, diversificando as ações e tornando a aprendizagem global e lúdica. Chamamos professores de educação especial para o NACE (Núcleo de Apoio às Crianças Especiais) e estamos montando polos em outros bairros.
E para o professor, o que você destacaria?
Tive a felicidade de inaugurar a Casa do Educador. É um espaço especial para os professores recuperarem suas forças para executar o seu trabalho como deve ser. Temos lá massagem, reiki, tai shi, acupuntura, musicoterapia, psicóloga, nutricionista, fono, ioga, pilates, atividades físicas… Num espaço gostoso que promove o bem-estar, sem custo algum para o professor. Inclusive, virou point para reuniões e atividades extras como os concursos que fizemos em parceria com o grupo Costa Norte de Comunicação, que nos possibilitou entregar muitos prêmios a alunos, professores e escolas, por meio dos concursos culturais. Como diz Paulo Freire: “ Na verdade, não estou no mundo para me adaptar a ele, mas para transformá-lo. Se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia e, sim, participar de práticas com ela coerentes”.
Casa do Educador funciona como um centro de recuperação de forças para os professores da rede pública


